quarta-feira, 13 de novembro de 2013

British Style

Hoje vamos falar-vos da experiência que é conduzir em British Mode na Ásia.
Como sabem Macau fica a cerca de 45 minutos de barco de Hong Kong, a metrópole do império britânico do Oriente, que passou para mãos Chinesas em 1997. Em consequência disso, no último século, todos os carros que foram entrando em Macau vinham de Hong Kong, com o volante do lado direito, o que resultou na implementação das regras de trânsito pela versão dos saxões.

No dia seguinte à chegada das duas Patacas a Macau, foi-lhes atribuída a tarefa difícil de conduzir o novo carro que lhes tinha sido atribuído, com um volante ao qual não estavam habituados...






Aqui pode-se observar a Pataca Tonta em pânico, tentando manter-se na faixa contrária, contrariando o que o cérebro dela foi ensinado a fazer nos últimos 13anos...


Conduzir em Macau apresentou alguns desafios acrescidos... Em primeiro lugar não conhecíamos as estradas, que estavam infestadas de motociclistas bastante confiantes no seu destino apesar das hesitações das patacas condutoras.Um ponto a favor foi o facto de o carro ter mudanças automáticas, porque assim sempre é menos uma distracção o facto de não ter de ser por mudanças em andamento com a mão esquerda. É como os carrinhos de choque, só acelerar e travar!





Depois quando demos por nós estávamos no meio de uma pista de Fórmula 3, no Grande Prémio de Macau. Para quem não sabe, é uma prova que se realiza todos os anos no coração da cidade, à semelhança do famoso Grande Prémio do Mónaco. Todo o percurso é fechado com rails e vedações, o que complica o sentido de orientação das patacas a conduzir perto da linha equatorial...










Resultado: Macau é uma cidade pequena e os percursos que por norma demoram 5 a 10 minutos de carro, nós acabávamos por demorar meia hora ou mais, perdidos nas numerosas ruelas que nem umas baratas tontas! Voltas e mais voltas, enquanto que, para quem conhece, é tudo tão simples! Mas a falta de falta de placas indicativas deixa qualquer novato desesperado!
A vantagem é que em cada volta, ficamos a conhecer um pouco mais desta cidade e para nós é um prazer cada road trip macaense. Só esperamos que seja sempre assim, surpreendente a cada esquina, maravilhosa a cada quilómetro....



sábado, 9 de novembro de 2013

Admirável Mundo Novo

Recém-chegados a um Mundo Novo, sentimo-nos como uns "aliens" que acabaram de chegar a um novo planeta e abrem ao máximo as suas órbitas para fazer o reconhecimento do espaço estranho. Neste caso, abrimos tanto as órbitas que ficámos com os olhos em bico!
A primeira impressão de Macau é de uma cidade cosmopolita, de edifícios imponentes, que marcam o horizonte. Com alguma surpresa este é um espaço urbano organizado e limpo, no qual se sente uma vida borbulhante a fluir pelas ruas. 

Vista da zona sul de Macau junto ao lago Sai Van


Vista da Torre de Macau

Quando a noite caiu, tudo ficou repleto de luzes das mais diversas cores, indicando em cada rua um mundo por explorar. Não se sentem curiosos?

Vista da zona sul de Macau junto ao lago Sai Van com a Pataca XL


Vista da Torre de Macau

Só a título de curiosidade, Sai Van quer dizer Baía Ocidental....

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Rumo ao Oriente

E foi no dia 30 de Outubro que começou a grande aventura: uma viagem até ao Oriente! Poderia ser uma viagem esporádica, como qualquer outra, em lazer ou negócios, mas não...esta foi uma viagem que mudou a nossa vida e nos transformou em duas Patacas completamente tontas! Ir viver para o outro lado do mundo foi uma ideia que nunca nos tinha passado pela cabeça, apesar de no fundo sabermos que talvez um dia tivéssemos de emigrar, tendo em conta a precariedade que se vive em Portugal. Mas para a Ásia?! Não haveria nenhum sítio mais perto? Não. Macau estava à nossa espera, de braços abertos para nos receber e cheia de oportunidades para nos oferecer! E assim partimos à aventura em busca de uma nova vida, uma vida melhor, uma vida que Portugal já não nos podia proporcionar. No entanto, quando se parte assim, sente-se sempre a dor do que não é possível levar na mochila: a família e os amigos! Por isso há que abrir o coração e encher o peito de coragem para que se possa dar o primeiro passo rumo ao desconhecido! E para além disso há outra questão: como é que se leva uma vida inteira em 30kg de bagagem? É um quebra-cabeças que ainda hoje não conseguimos decifrar...Mas sabíamos que tínhamos de levar algo importante, de grande valor, que nos lembrasse a nossa Pátria e nos deixasse a sonhar todos os dias com o nosso regresso: uma das mais raras garrafas de MEDRONHO caseiro!!

Assim o tempo foi passando e quando nos demos conta estávamos no Aeroporto, de bilhete na mão e a despachar 4 malas cheias de roupas e livros para as prolongadas 18 horas voo. As despedidas são sempre difíceis...ver-nos a afastar das pessoas que mais amamos não é fácil, mesmo que isso seja o melhor para a nossa evolução. Mas lá continuámos e o caminho até à zona de embarque pareceu-nos um corredor interminável. Depois de tanto andar, foi tempo de fazer os últimos telefonemas, até que lá avistámos o avião da Emirates Airlines e aí ficámos estupefactos com a sua grandiosidade! Aviões novíssimos, com interiores de luxo e hospedeiras lindíssimas! Aconselho a todos os que façam este percurso a utilizarem esta companhia por variadissímas razões:
1) é um voo que faz uma escala de duas horas no Dubai, dividindo a viagem em duas partes de 8 horas (é fantástico como o Dubai, visto do céu, nos consegue deslumbrar!); 



2) serviço de catering do melhor que há, com várias ofertas de bebidas e comidas durante todo o voo (aviso já que a comida é toda picante, por isso quem não for fã convém que leve consigo uma buchazinha);




3) televisão individual com filmes recentes de todo o género e feitio, rádio, jogos, o que para mim foi ótimo tendo em conta que estava completamente desactualizada do mundo cinéfilo;


4) mantinhas e almofadas também são o que não falta por lá; 

5) espaço para o viajante esticar as pernas (muito importante caso sejam do tamanho da Pataca super);

Convém que levem uns agasalhos porque tanto nos aviões como nos aeroportos o ar condicionado é do mais frio que há e não queiram ficar constipados como a Pataca mais tonta.
Um fenómeno curioso, mas óbvio, que acontece nesta viagem de muito longo curso é que o Sol se põe e volta a levantar-se muito mais rápido, tendo em conta que viajamos rumo ao Oriente. Este avançar repentino do relógio fez com que anoitecesse super rápido, transformando este avião numa espécie de nave espacial com tantos monitores ligados! E fez também com que, à 1am de Portugal, nós já estivéssemos a ver outra vez nascer do Sol enquanto sobrevoávamos o Iraque. E dormir? Isso é que era bom! A pestana teimava em não fechar!


Chegados a Hong Kong, seguimos a multidão de feições orientais que saiu do avião e lá conseguimos chegar ao átrio onde se vendem os bilhetes do ferry que nos leva ao nosso destino. Compram-se os bilhetes, mostrando a indicação das malas que foram despachadas em Lisboa e eles tratam de tudo! Encaminham logo a bagagem toda do avião para uns contentores que serão transportados no ferry e assim o cliente não tem de se preocupar com nada! Eficiente, não?
Mais uma vez o ar condicionado do barco era tão gelado que quase que ficámos desejosos de uma camisola de gola alta! Aí estávamos tão cansados que, como não tínhamos dormido muito no avião, ferrámos completamente e nem demos pelo tempo passar. Assim que abrimos os olhos tínhamos chegado ao nosso destino:o terminal de Taipa! 
E agora? Como vai ser?
Só sabíamos estavam 28 graus e uma humidade de 78%. O resto era ainda desconhecido....